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A era digital e seu reflexo nas empresas

A era digital e seu reflexo nas empresas – Cuidado com o que você escreve. No mundo corporativo, tudo poder usado contra você.

Nos últimos anos, o e-mail revolucionou as relações de trabalho nas empresas. Mostrou-se o mais barato e eficiente meio de comunicação entre funcionários e filiais, clientes e fornecedores. Mas como toda ferramenta que é prática, passou a ser usada de forma abusiva. Os spams são a maior prova disso.
Pesquisas mostram que a maioria das empresas estão preocupadas com a segurança das informações críticas para o seu negócio.
As que ainda não tem, pretendem implantar sistemas para controle dos e-mails de seus funcionários.

Atualmente cerca de 30% das grandes empresas em todo o mundo já possuem algum processo de monitoramento do fluxo de informações e e-mails e os 70% restantes buscam implantar ou aprimorar as ferramentas de segurança em operação.
Outro dado interessante é que 35% das companhias investigaram suspeitas de vazamento de informações nos últimos 12 meses.

 

A era digital e seu reflexo nas empresas

 

Especialistas revelam que as empresas estão preocupadas com a segurança e privacidade das informações, e por isso monitoram os e-mails, por outro lado, os trabalhadores estão exigindo o direito de privacidade.
O monitoramento eletrônico é feito através de programas que registram os sites visitados pelos funcionários e com que freqüência, bem como filtram, registram, e classificam automaticamente cada palavra que passa pelos e-mails de suas redes.
O sistema informa ainda quais pessoas recebem e ou enviam mais mensagens, as mais grandes que atravancam as redes, as de conteúdo comprometedor, etc. Com tais softwares é possível visualizar os textos das mensagens e anexos, bem como fazer buscas nos textos. Há também programas que rastreiam a origem/destino dos e-mails.

Se por um lado, esses dados evidenciam a necessidade de proteger informações vitais para a empresa, por outro eles criam uma discussão dentro das organizações no que diz respeito à privacidade do funcionário.
Até onde o funcionário pode usar os equipamentos da organização para atividades pessoais?
Como controlar isso?
O profissional precisa ser informado que sua máquina será constantemente monitorada?

No Brasil, ainda não há regulamentação sobre a matéria, mas a questão já tem sido apreciada pelos nossos Tribunais Trabalhistas em casos que têm sido chamados de “informatização da demissão”. Não há unanimidade e a grande polêmica se dá em torno da privacidade x segurança, onde a questão ainda não é consensual, havendo muita discussão e desencontros, seja pela falta de legislação específica, pelo confronto de interesses ou por desinformação.
Para as empresas que pretendem fazer o monitoramento recomenda-se a orientação e conscientização dos empregados e a promoção de um amplo debate com os funcionários para construção de uma política de monitoramento.
Este diálogo teria a finalidade de conciliar interesses – aparentemente contraditórios – entre o empregador e aqueles que usam os equipamentos da empresa.
Através deste consenso, a empresa poderá fixar diretrizes conciliatórias que resguardem a privacidade dos empregados e, ao mesmo tempo, preservem seus equipamentos e segredos profissionais.
Ferramentas, políticas e metodologias à parte, o que prevalece nas organizações atualmente é mesmo o bom senso. Tanto na hora de usar os equipamentos corporativos quanto na hora de investigar e monitorar o fluxo das informações trocadas pelos funcionários.

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